O lobo que há em mim saúda o humano que há em ti e ambos o mistério que há em tudo

Acerca

Professor do Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e investigador do Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa. Ensina Filosofia da Religião, Pensamento Oriental, Filosofia e Meditação, Filosofia e Literatura e Antropologia Filosófica / Antropologia e Cultura.

Investiga e publica também nas áreas de Estudos Contemplativos, Filosofia da Consciência, Diálogo Inter-Espiritual e Inter-Religioso, Pensamento e Cultura Luso-Brasileiros, Ecologia Espiritual e Filosofia da Natureza.

Membro correspondente da Academia Brasileira de Filosofia.

Director da revista Todo o Mundo ENTRE Ninguém (ex-Cultura ENTRE Culturas).

Sócio-fundador e ex-membro da Direcção do Instituto de Filosofia Luso- Brasileira.

Ex-presidente (2005-2013) e membro da Direcção da Associação Agostinho da Silva.

Sócio-fundador e ex-presidente (2002-2014) da Direcção da União Budista Portuguesa.

Vice-Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Sociedade de Ética Ambiental.

Sócio-fundador e presidente do Círculo do Entre-Ser, associação filosófica e ética.

Coordenador do Grupo de Prática Tergar – Lisboa, sob orientação de Mingyur Rinpoche.

Membro do grupo de investigação internacional sobre a obra de Emil Cioran, sediado na Universidade L’Orientale de Nápoles.

Membro do grupo de investigação internacional Saudade.

Coordenador do Seminário Permanente Vita Contemplativa - Práticas Contemplativas e Cultura Contemporânea, no Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa.

Coordenador do Núcleo de Pensamento Português e Cultura Lusófona no Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa.

Doutor Honoris Causa pela Universidade Tibiscus de Timisoara, Roménia, em 2017.

Autor de centenas de comunicações e conferências, artigos e outros textos em revistas científicas e obras colectivas, publicados em Portugal, Espanha, França, Itália, Alemanha, Roménia, Turquia, EUA e Brasil.

Autor e organizador de 53 livros de ensaio filosófico, aforismos, poesia, ficção e teatro (consultar a lista no final da página)

Autobiografia

Dizem que me chamo Paulo Borges e que nasci no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, em 5 de Outubro de 1959, embora a Vida me leve a duvidar de ter verdadeiramente algum nome e de em absoluto haver nascido. A primeira recordação é a de gatinhar atrás das pernas da minha mãe e, depois, de repetidos sonhos estranhos. Brinquei, corri e joguei à bola nas ruas de uma Lisboa muito mais espaçosa, branca e luminosa, ainda despida de automóveis. Descobri desde a infância, talvez com 8 anos, o mistério, o espanto e a estranheza de ser e desde antes disso visionei-me como um pele-vermelha, a minha primeira grande paixão: recordo a identificação com o grande chefe Sioux Cavalo Louco. A primeira publicação e iniciativa político-cultural, talvez por volta dos 10 anos, foram jornais manuscritos de um movimento de libertação dos índios norte-americanos que fundei sozinho e introduzia nas caixas de correio dos vizinhos dos meus pais. Recordo depois o fascínio pelas pontes e a ânsia de as construir quando fosse grande. Hoje compreendo que não eram pontes materiais, mas sim entre Tudo e Todos. Foi o primeiro despertar para a decisiva experiência do ENTRE.

Recebi do meu pai, Álvaro, e do meu avô paterno, José, o amor à justiça social e à liberdade. Do meu pai recebi também o interesse pela espiritualidade e a primeira iniciação à experiência meditativa. Da minha mãe, Maria Isabel, e da minha avó materna, Maria da Conceição, recebi o amor pelos animais. Do meu avô materno, Eduardo, recebi o silêncio na tristeza e da minha avó paterna, Catarina, a alegria na comunicação.

Adolesci em pleno 25 de Abril, em romantismo e revolta, com a paixão do amor absoluto e da revolução total, que depois descobri que tem de começar por dentro. Reconheci-me no movimento libertário e frequentei a sede d’A Batalha, onde convivi com Emídio Santana e os anarco-sindicalistas históricos, tendo integrado os grupos libertários autónomos que aí se concentravam.

Desiludido com o conformismo social pós-25 de Abril, passei uma fase semi-nietzschiana, semi-niilista e sempre iconoclasta, tendo sido um dos precursores do movimento Punk em Portugal e vocalista, sempre muito desafinado, dos Minas & Armadilhas.

Primeiro quis estudar Arqueologia, mas depois percebi que a arché (origem) que buscava era a Vida primordial e a liberdade espiritual e assim concluí a licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde também fiz Mestrado e Doutoramento e onde sou professor do Departamento de Filosofia desde 1989, depois de trabalhar três anos no Ensino Secundário.

No final da licenciatura em Filosofia, em 1981, descobri a importância das tradições espirituais e religiosas da humanidade, menos na sua dimensão dogmática e mais enquanto vias de abertura da consciência e do coração. Dediquei-me à prática do yoga e depois da meditação segundo a tradição budista tibetana. Embora muito sensível ao cristianismo franciscano e a todas as tradições espirituais profundas, sem esquecer o animismo e o xamanismo, escolhi a Via do Buda pela qualidade dos seus mestres vivos, pela sua ética não antropocêntrica, inclusiva de todos os seres vivos, e por senti-la como a que me é mais adequada para um despertar da consciência que transcenda todas as vias.

Ao mesmo tempo que descobri a via do Buda, reconheci a profundidade e as virtualidades universalistas da cultura portuguesa – a começar pelas raízes arcaicas na mitologia de Oestrímnia e de Ophyussae, a Terra das Serpentes - e de um Portugal ideal, mediador de um novo ciclo da consciência e da civilização, visionado por Luís de Camões, Padre António Vieira, Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva: o Portugal do “Quinto Império” (sem imperador) do espírito livre, do amor e da poesia. Descobri que a Saudade pode ser a superação de todo o Fado no regresso ao Infinito que nunca deixámos de ser. Fui sebastianista da Realeza Encoberta que há a desencobrir em tudo quanto existe. E conheci pessoalmente Agostinho da Silva, com quem convivi desde 1982 até à sua morte e cujo exemplo, energia e mensagem continuamente me animam e inspiram. Com Agostinho da Silva, Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa – e já antes com Gil Vicente - confirmei que somos simultaneamente nós mesmos, todo o mundo e ninguém.

Entre os grandes mestres budistas com quem tenho tido o privilégio de aprender, não posso deixar de destacar Dilgo Khyentse Rinpoche, Trulshik Rinpoche e Sua Santidade o Dalai Lama, na organização de cujas vindas a Portugal participei em 2001 e 2007, tendo tido neste ano o grato privilégio de traduzir os seus ensinamentos públicos. Hoje tenho Mingyur Rinpoche como principal mestre na via do Buda.

A par das mensagens universais de Agostinho da Silva e do Dalai Lama, sinto-me inspirado pelos grandes sábios de todas as tradições da humanidade e por exemplos recentes de seres humanos extraordinários como Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Nelson Mandela e Thich Nhat Hanh, entre outros.

Em 2009 senti que não podia deixar de corresponder ao desafio de ajudar a criar uma iniciativa política alternativa, focada na defesa da Terra e de todos os seres vivos, e tornei-me cofundador e presidente do PAN (Partido Pessoas-Animais-Natureza), cargo de que me demiti em 2014, tendo apresentado a desfiliação em 2015, por desilusão com as lutas internas e a política partidária. No mesmo ano fui candidato anunciado à presidência da República, apenas para lançar o movimento informal Outro Portugal Existe, que persiste como a ideia de criar uma plataforma de convergência de todos os movimentos e iniciativas que estão já a criar alternativas positivas à crise actual da civilização, catalisando uma mudança que jamais acontecerá por decreto e por via das forças político-partidárias convencionais.

Amei e fui amado, amo e sou amado. Tenho filhos da carne – Martim e Oriana - e do espírito. Tenho uma família maravilhosa. Além de ensinar filosofia, pratico e ensino meditação, actividade central na minha vida. Vejo a aliança entre a filosofia e a meditação como a via para devolver a primeira às suas origens indianas e gregas, menos um trabalho meramente intelectual e académico do que um modo comunitário de vida sábia na abertura integral da mente e do coração. Gosto de estudar, escrever, caminhar, dançar e contemplar o mundo sem pensar em nada. Gosto de sentir que sou o mundo, o Céu, a Terra e tudo o que entre eles existe, vive, sente e respira, bem como o inominável que há em tudo isso. Nos melhores momentos, sinto-me o inteiro Caosmos.

Tenho feito muitas coisas, como se pode ver no CV aqui disponível, sentindo sempre que nada são, pois o essencial é entre-ser. É por isso que das minhas iniciativas destaco a criação do Círculo do Entre-Ser, associação filosófica e ética que visa promover uma cultura da interdependência de todos os seres vivos e uma espiritualidade e ética laicas, transversais a crentes e descrentes. É um projecto que muito acarinho, junto com outro, que surgirá em breve, com Daniela Velho: Visão Pura. Em ambos procuro descobrir pontes, reconhecer convergências e estabelecer sínteses entre as grandes tradições sapienciais e espirituais da humanidade, procurando actualizar a partir delas, com uma nova linguagem, a mensagem essencial que traga soluções e alternativas à crise do mundo contemporâneo. Sinto-me vocacionado para o diálogo inter-cultural, inter-espiritual e inter e trans-religioso, bem como para investigar e explorar as experiências-limiares como o erotismo e a sexualidade, os recônditos sombrios da psique, as aberturas místicas, espirituais ou holísticas da consciência, o sonho, a poesia e a morte.

Sinto-me um contemplativo-activo e apenas um dos muitos que em Portugal e no mundo convergem para o advento de um novo paradigma, o de uma consciência e ética globais emergentes de um outro modo de percepcionar a si e ao mundo, a si-mundo, sem separação, estendendo o sentimento de identidade e fraternidade dos humanos aos animais, a todas as formas visíveis e invisíveis de existência e vida, à Terra e ao Cosmos. Aspiro ao Despertar pleno e a que todos os seres sejam livres e felizes.

Dizem que tenho um ar sério, mas por dentro continuo a sentir-me apenas uma criança que sorri com duas pombas nas mãos (como o regista uma velha foto de infância).

Livros

Poesia:

  • Trespasse (poesia), Lisboa, Edições do Reyno, 1984.
  • Capital (poesia), Lisboa, Edições Jorge Cabrita, 1988.
  • Ronda da Folia Adamantina (poesia), Lisboa, Átrio, 1992.

Ensaio filosófico, organizações e edições:

  • Agostinho da Silva - Dispersos (apresentação e organização), Lisboa, ICALP, 1988; 1989 (2a edição).
  • A Plenificação da História em Padre António Vieira - estudo sobre a ideia de "Quinto Império" na "Defesa perante o Tribunal do Santo Ofício", Lisboa, Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1995.
  • Do Finistérreo Pensar, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2001
  • Pensamento Atlântico. Estudos e ensaios de pensamento luso-brasileiro, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2002.
  • Obras de Agostinho da Silva - Textos e Ensaios Filosóficos - I (organização e estudo introdutório), Lisboa, Âncora, 1999; Lisboa, Círculo de Leitores, 2001.
  • Obras de Agostinho da Silva - Textos e Ensaios Filosóficos - II (organização e estudo introdutório), Lisboa, Âncora, 1999; Lisboa, Círculo de Leitores, 2002.
  • Obras de Agostinho da Silva - Ensaios sobre Literatura e Cultura Portuguesa e Brasileira - I (organização e estudo introdutório), Lisboa, Âncora, 2000; Lisboa, Círculo de Leitores, 2002.
  • Obras de Agostinho da Silva - Ensaios sobre Literatura e Cultura Portuguesa e Brasileira - II (organização e estudo introdutório), Lisboa, Âncora, 2001; Lisboa, Círculo de Leitores, 2002.
  • Obras de Agostinho da Silva – Estudos sobre Cultura Clássica (organização e estudo introdutório), Lisboa, Âncora Editora, 2002.
  • Obras de Agostinho da Silva – Estudos e Obras Literárias (organização e estudo introdutório), Lisboa, Âncora Editora, 2002.
  • Obras de Agostinho da Silva – Textos Vários. Dispersos (organização e estudo introdutório), Lisboa, Âncora Editora, 2003.
  • (Com Matthieu Ricard e Carlos João Correia) O Budismo e a Natureza da Mente, Lisboa, Mundos Paralelos, 2005.
  • Agenda 2006. Agostinho da Silva (introdução geral, selecção de textos, introduções específicas e coordenação editorial), Lisboa, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2006.
  • Agostinho da Silva. Uma Antologia (organização e introdução), Lisboa, Âncora Editora, 2006.
  • Tempos de ser Deus. A espiritualidade ecuménica de Agostinho da Silva, Lisboa, Âncora Editora, 2006.
  • O Buda e o Budismo no Ocidente e na Cultura Portuguesa (organizador, com Duarte Braga, Lisboa, Ésquilo, 2007).
  • “O Budismo, uma proximidade do Oriente: ecos, sintonias e permeabilidades no pensamento português”, Revista Lusófona de Ciência das Religiões, Ano VI, no 11 (Lisboa, 2007) (organizador, com Duarte Braga, do referido dossier temático).
  • Padre António Vieira. Agenda 2008, Lisboa, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, 2007.
  • Princípio e Manifestação. Metafísica e Teologia da Origem em Teixeira de Pascoaes, 2 volumes, Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2008.
  • A cada instante estamos a tempo de nunca haver nascido (aforismos), Lisboa, Zéfiro, 2008.
  • Da Saudade como Via de Libertação, Lisboa, Quidnovi, 2008.
  • A Pedra, a Estátua e a Montanha. O Quinto Império no Padre António Vieira, Lisboa, Portugália Editora, 2008.
  • O Jogo do Mundo. Ensaios sobre Teixeira de Pascoaes e Fernando Pessoa, Lisboa, Portugália Editora, 2008.
  • Uma Visão Armilar do Mundo. A vocação universal de Portugal em Luís de Camões, Padre António Vieira, Teixeira de Pascoaes, Fernando Pessoa e Agostinho da Silva, Lisboa, Verbo, 2010.
  • Agostinho da Silva: Penseur, écrivain, éducateur (organização, com Idelette Muzart-Fonseca dos Santos e José Manuel Esteves), Paris, L'Harmattan, 2010.
  • Olhares Europeus sobre Fernando Pessoa, Lisboa, Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2010.
  • Descobrir Buda. Estudos e Ensaios sobre a Via do Despertar, Lisboa, Âncora Editora, 2010.
  • O Teatro da Vacuidade ou a Impossibilidade de Ser Eu. Estudos e ensaios pessoanos, Lisboa, Verbo, 2011.
  • É a Hora! A mensagem da Mensagem de Fernando Pessoa, Lisboa, Temas e Debates / Círculo de Leitores, 2013.
  • Nietzsche, Pessoa e Freud (coordenador, com Nuno Ribeiro e Cláudia Souza), Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2013.
  • Padre António Vieira, Defesa Perante o Tribunal do Santo Ofício, introdução, anotação e coordenação da edição, Lisboa, Temas e Debates / Círculo de Leitores, 2014.
  • Entraña Extraña (aforismos), edição bilingue português-castelhano, estudo introdutório de Miguel Real, tradução de Julia Alonso, Madrid, Amargord, 2014.
  • Quem é o meu próximo? Ensaios e textos de intervenção por uma consciência e uma ética globais e um novo paradigma cultural e civilizacional, Lisboa, Edições Mahatma, 2014.
  • O Coração da Vida. Visão, meditação, transformação integral, Lisboa, Edições Mahatma, 2015.
  • Outro Portugal Existe, Lisboa, Mahatma, 2015.
  • A “Ode Marítima” de Álvaro de Campos (com Cláudia Souza e Nuno Ribeiro), edição com documentos do espólio de Fernando Pessoa e textos interpretativos, Lisboa, Apenas Livros, 2016.
  • Agostinho da Silva. Uma antologia temática e cronológica, Lisboa, Âncora Editora, 2016, 3a edição.
  • A Renascença Portuguesa. Tensões e Divergências (com Bruno Béu de Carvalho), Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa, 2016.
  • Do Vazio ao Cais Absoluto ou Fernando Pessoa entre Oriente e Ocidente, Lisboa, Âncora Editora, 2017.
  • Meditação, A Liberdade Silenciosa. Da mindfulness ao despertar da consciência, Lisboa, Mahatma, 2017.
  • O Coração da Vida. Visão, meditação, transformação integral, Lisboa, Edições Mahatma, 2017, 2ª edição.
  • Vazio e Plenitude ou o Mundo às Avessas. Estudos e ensaios sobre espiritualidade, religião, diálogo inter-religioso e encontro trans- religioso, Lisboa, Âncora Editora, 2018.
  • Os Animais, Nossos Próximos. Uma antologia do amor humano aos animais (Da Antiguidade a Fernando Pessoa (com Daniela Velho), Lisboa, Edições Mahatma, 2018.
  • Raphael Baldaya: Fragmentos de um personalidade pessoana (com Cláudia Souza e Nuno Ribeiro), Lisboa, Âncora Editora, 2018.
  • Fernando Pessoa, Fernando Pessoa. Rafael Baldaya, el Pessoa hermético y ocultista (com Cláudia Souza e Nuno Ribeiro), Madrid, Amargord, 2018.

Ficção:

  • Línguas de Fogo. Paixão, Morte e Iluminação de Agostinho da Silva (Lisboa, Ésquilo, 2006)

Teatro:

  • Folia. Mistério de Pentecostes em três actos, Lisboa, Ésquilo, 2007 (encenado na Quinta da Regaleira pelo Grupo de Teatro Tapa-Furos em 2007 e 2008).
  • O Apocalipse segundo Fernando Pessoa e Ofélia Queirós, Talentilicious, 2017 (encenado no Auditório do Museu Municipal Dr. Santos Rocha, na Figueira da Foz, em 1 de Maio de 2017, no Teatro do Bairro, em Lisboa, de 12 a 14 de Outubro de 2017, e no Teatro Dom João V, na Damaia, em 25 de Novembro de 2017).

Contos:

  • A Hieródula, Setúbal, Plurijornal, 1992.
 
 

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